Rafael Reis com 28 anos um prodígio no contra-relógio, estreia-se em 2020 com as cores da equipa Feirense e mostra-se com ambições renovadas para a época que se avizinha.

Rafael Reis feirenseRafael Reis em 2016 venceu o Grande Prémio JN, já vestiu por duas vezes a camisola amarela da Volta a Portugal, no Mundial de Contra-relógio de Sub-23, em 2014 esteve a 18 segundos de ser Campeão do Mundo.

O que te fez escolher a equipa Feirense para a época 2020?

“A mudança era importante para mim. Sinto-me motivado para este ano, como não me senti no ano anterior, e ter a oportunidade de poder fazer mais por mim vai ser o mais importante este ano. Sinto-me com ambições renovadas, mas de qualquer forma vamos entrar no ano com calma e procurar fazer com que se realizem os objectivos a que me proponha.”

Qual o objectivo mais imediato que tens por alcançar no ciclismo?

“Uma vitória para a equipa!”

Em 2016, conquistaste o Grande Prémio JN. Essa é uma vitória que gostavas de repetir?

“Claro que sim. Foi uma vitória importante para mim e para a equipa na altura, era um dos objectivos principais do ano. Espero um dia poder repetir a vitória. É uma corrida que se tem afirmado cada vez mais importante no nosso calendário.”

Também já envergaste por duas vezes a camisola amarela da Volta a Portugal. Não há duas sem três?

“Começando a Volta novamente com um prólogo em 2020, vou fazer tudo ao meu alcance para o poder vencer. Era muito importante para mim e para o Feirense. Era sinal de que tinha sido uma ‘aposta’ ganha.”

Foste campeão nacional de contra-relógio por quatro vezes consecutivas, nos escalões júnior e sub-23, e estiveste perto de alcançar a vitória em elite. É um objectivo que continuas a perseguir?

“Um título de campeão nacional fica bem em qualquer currículo. É um privilégio poder andar um ano com a nossa bandeira ao peito. Penso que, com as condições certas e um treino focado nesse objectivo, tudo é possível.”

De todos os momentos vividos no ciclismo, qual o que mais te marcou?

“O Mundial de Contra-relógio Sub-23, em 2014, em Ponferrada. Tendo analisado o contra-relógio no final com o seleccionador José Poeira, não fui Campeão do Mundo por 18 segundos e a culpa foi minha. Não quis levar rádio, chovia muito na altura durante o crono e eu, com a viseira do capacete sempre a embaciar, fui sempre distraído a tentar limpar com os dedos pela parte de dentro. Acabei por cometer muitos erros e só a 500 metros da meta, faltando uma curva e já não vendo mesmo mais nada, mandei a viseira fora. Era um resultado que me tinha mudado a vida, mas não aconteceu, porque não tinha que acontecer.”

Tens algum ciclista que te sirva de inspiração para a tua carreira?

“Em mais jovem tinha, como todos. Neste momento, concentro-me em mim e sou fã de quase todas as estrelas do ciclismo.”

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