Ciclismo português nos Jogos do Mediterrâneo para “discutir primeiro lugar”

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A equipa portuguesa de ciclismo começa a correr na quarta-feira nos Jogos do Mediterrâneo, que decorrem em Tarragona, Espanha, para “discutir o primeiro lugar” e preparar a Volta a Portugal, que se realiza em agosto.

“Temos uma seleção boa, com alguns dos melhores corredores que temos em Portugal. Esperamos discutir a corrida nas duas provas [estrada e contrarrelógio]. Por vezes, há situações que podem condicionar, mas não quero acreditar que nos aconteça. Aqui estamos à espera de coisas boas. Vamos pensar que nada de azar vai acontecer e que podemos estar na discussão do primeiro lugar”, disse o selecionador, José Poeira.

A modalidade de ciclismo nos Jogos do Mediterrâneo obedece a um regulamento que só permite a presença de corredores de equipas continentais e de equipas de clube, ou seja, fica de fora quem corre o Pro Tour, por exemplo.

Em Tarragona não estão nomes como Rui Costa, José Gonçalves, Tiago Machado ou André Gonçalves, mas destacam-se corredores como Domingos Gonçalves, que ganhou o Nacional em contrarrelógio batendo o irmão gémeo, ou Joni Brandão descrito por Poeira como “um dos melhores”.

“O Domingos Gonçalves é muito forte. Pode ter aqui uma boa prestação. O Joni Brandão está muito bem e muito motivado. Penso que poderá entrar na discussão da corrida”, disse o selecionador, que arrecadou com o ciclista Sérgio Paulinho a medalha de prata nos Jogos Olímpicos Atenas 2004.

O chefe de equipa descreveu ainda os corredores Rafael Silva e Francisco Campos como “excelentes sprinters”, recordou que Frederico Figueiredo foi quinto no Nacional e que André Carvalho foi terceiro no Nacional sub-23.

Já sobre Tiago Antunes disse que este “é um corredor jovem que tem mostrado talento”, somando-se João Rodrigues “um corredor de trabalho essencial no conjunto da equipa”.

Quanto ao setor feminino presente em Tarragona, José Poeira lembrou que Daniela Reis é “a atleta com mais experiência, até porque recentemente esteve nos Jogos Europeus em Baku”.

Maria Martins e Soraia Silva foram descritas como “duas jovens promessa que estão a ganhar experiência”.

“Esta é grande oportunidade para todos porque estão com outros atletas não só do ciclismo. O convívio que se prática aqui [Vila Mediterrânea, local onde estão alojados os atletas] é muito importante”, disse José Poeira.

Convidado a fazer um retrato dos principais adversários, o selecionador português apontou que a Espanha “tem uma equipa muito boa com corredores que sobem bem”, somando ao leque de seleções fortes a Itália e a Eslovénia.

“Mas temos é de contar com os nossos e com a nossa qualidade. Cada seleção aposta conforme pode e quer. Nós contamos com os corredores que temos disponíveis e acho que temos uma presença forte. A prova calhou neste espaço de tempo. Se fosse mais à frente e perto da Volta a Portugal podia ser diferente.  Esta corrida encaixou muito bem no calendário. Ajuda a testar os níveis. É mais uma competição que serve para preparar a Volta”, referiu.

O ciclismo português entra em ação nos Jogos do Mediterrâneo na quarta-feira com o setor masculino a correr às 10:00 (hora local, 09:00 em Lisboa) e o setor feminino às 16:00 (15:00 em Portugal).

José Poeira antecipa um “percurso muito técnico” para ambos os setores com “um sobe e desce constante e descidas em estradas estreitas” e adianta que as corredoras terão de enfrentar desníveis “muito acentuados”.

Portugal arrecadou até ao momento 10 medalhas – dois ouros, três pratas e cinco bronzes – nos Jogos do Mediterrâneo, que tiveram início na quinta-feira e se estendem até 01 de julho.

A seleção portuguesa está representada por 232 atletas em 29 modalidades, numa competição com 26 países.

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