De 1 a 12 de agosto as bicicletas voltam a reinar nas estradas portuguesas percorrendo as diversas geografias do país durante a 80ª Volta a Portugal Santander, a mais abrangente dos últimos anos.

Como nunca antes aconteceu, a prova vai começar em Setúbal. O Prólogo coincidindo com os festejos da emblemática Feira de Santiago, tradição com mais de quatro séculos de história, vai animar, ainda mais, o início da Volta. Será a Grande Partida da edição 80 da maior prova velocipédica portuguesa.

No percurso há diversas estreias e assinala-se o tão aguardado regresso ao Algarve e com etapas totalmente alentejanas. No fim, Fafe onde a Volta é sempre brindada com banhos de multidão abre, pela primeira vez na história, a “Sala de Visitas do Minho” para atribuir os louros da vitória aos novos vencedores da Volta a Portugal em bicicleta.

A 80ª Volta a Portugal Santander foi desenhada de modo a que todos tenham oportunidade de se mostrar consoante as características de cada etapa, com alguns dos dias mais duros na última semana e com as míticas etapas da Sra. da Graça ao sábado e a Estrela ao domingo, o vencedor apenas será revelado no fim dos quase 1600 quilómetros de competição que terminam numa intensa luta contra o cronómetro.

Com 21 equipas participantes e um pelotão rejuvenescido que ronda os 150 homens, a 80ª Volta a Portugal Santander apresenta este ano cinco equipas internacionais do escalão Continental Profissional, o segundo mais importante na hierarquia da União Ciclista Internacional. Os novos regulamentos da Federação Portuguesa de Ciclismo permitem também a inclusão na prova de novas formações portuguesas.

A 80ª Volta a Portugal Santander tem o seu inicio marcado para o dia 1 de agosto, com um prólogo de 1,8 quilómetros na Avenida Luísa Todi, em Setúbal, que substitui Lisboa, que desde 2008 não ficava fora do mapa da prova.

A primeira etapa em linha marca o regresso do Algarve à Volta a Portugal, com uma ligação entre Alcácer do Sal e Albufeira, numa oportunidade para os ‘sprinters’, após 191,8 quilómetros.

Depois de o Alentejo litoral dar a partida para a primeira etapa, será o Alentejo interior a marcar a segunda tirada, a maior da 80.ª edição, com 195,8 quilómetros, entre Beja e Portalegre, que se prevê muito quente em pleno verão.

A zona afetada pelos grandes incêndios de 2017 será homenageada na terceira etapa, com os 175,9 quilómetros entre a Sertã e Oliveira do Hospital a deverem ser observados no local pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A chegada da quarta etapa às Penhas da Saúde será a grande novidade da 80.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, que pelo terceiro ano consecutivo não terá uma chegada à Torre.

Ao quinto dia do mês de agosto, os ciclistas terão de percorrer os 171,4 quilómetros, entre a Guarda e as Penhas da Saúde, onde encontrarão uma contagem de categoria especial, já depois de terem passado pela Torre, o ponto mais alto de Portugal continental.

Após a passagem pela Serra da Estrela, o pelotão cumprirá a quinta etapa, última antes do dia de descanso – este ano uma etapa mais cedo -, entre o Sabugal e Viseu, nuns 191,7 quilómetros muito acidentados.

O descanso em Viseu será importante para os ciclistas atacarem a segunda metade da Volta a Portugal, que começa com a única estreia da 80.ª edição.

Sernancelhe receberá pela primeira vez um início de uma etapa, que vai ligar aquela vila do distrito de Viseu à transmontana Boticas, num total de 165,4 quilómetros, de constante sobe e desce, com uma contagem de primeira categoria a menos de 20 quilómetros da meta.

A segunda chegada em alto acontece à sétima etapa, na chegada ao Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo, uma contagem de terceira categoria, colocada 165,5 quilómetros após a partida de Montalegre.

Antes das duas etapas finais haverá uma etapa de transição, a mais curta em linha (147,6 quilómetros), entre Barcelos e Braga, mas com duas passagens pelo Sameiro já nos quilómetros finais a poderem surpreender.

A nona e penúltima etapa vai trazer a sempre aguardada chegada à Senhora da Graça, em Mondim de Basto, 155,2 quilómetros depois da partida de Felgueiras. Antes da chegada ao Monte Farinha, os ciclistas terão de passar outras duas contagens de primeira categoria, em Alto da Barra e Barreiro.

Em 12 de agosto, o sucessor do espanhol Raul Alarcón (W52-FC Porto) subirá ao pódio final em Fafe, após um contrarrelógio de 17,3 quilómetros, menor do que o de 2017 (20,1).

RESUMO DAS ETAPAS E QUILOMETRAGEM

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01 ago, Prólogo: Setúbal – Setúbal, 1,8 km (CRI).
02 ago, 01.ª etapa: Alcácer do Sal – Albufeira, 191,8 km.
03 ago, 02.ª etapa: Beja – Portalegre, 195,3 km.
04 ago, 03.ª etapa: Sertã – Oliveira do Hospital, 175,9 km.
05 ago, 04.ª etapa: Guarda – Covilhã (Penhas da Saúde), 171,4 km.
06 ago, 05.ª etapa: Sabugal – Viseu, 191,7 km.
07 ago, Dia de Descanso.
08 ago, 06.ª etapa: Sernancelhe – Boticas, 165,4 km.
09 ago, 07.ª etapa: Montalegre – Viana do Castelo (Santa Lúzia), 165,5 km.
10 ago, 08.ª etapa: Barcelos – Braga, 147,6 km.
11 ago, 09.ª etapa: Felgueiras – Mondim de Basto (Senhora da Graça), 155,2 km.
12 ago, 10.ª etapa: Fafe – Fafe, 17,3 km (CRI).

Total: 1.578,9 km.

EQUIPAS PARTICIPANTES:

As 21 equipas que compõe o pelotão da Volta a Portugal em bicicleta, estão divididas em duas categorias, de acordo com a UCI: Profissional continental e Continental.

Na categoria de Profissional Continental, temos a participação das seguintes formações: 

WB Aqua Protect Veranclassic (Bel) – Equipa de origem belga, com participação nas principais provas internacionais, incluindo a Volta ao Alentejo. Como principais resultados esta época tem duas vitórias: Justin Jules venceu a primeira etapa do Circuit Cycliste Sarthe e o ciclista Kenny Dehaes venceu no Grand Prix de Denain. Tem ainda nas suas fileiras o vice campeão do Luxemburgo (em linha e contrarrelógio), Alex Kirsch.

Israel Cycling Academy (Isr) – Equipa israelita que conta já nesta época com 13 vitórias no seu palmarés, nomeadamente na Vuelta a Castilla y Leon (3 vitórias), no Tour of Austria (2 vitórias), entre outras. Conta, nas suas fileiras, com os conhecidos ciclistas Bem Hermans e Ruben Plaza.

Euskadi-Murias (Esp) – Equipa espanhola com origem no Pais Basco. Conta com quatro vitórias no seu palmarés de 2018, a ultima no GP Internacional Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho (2ª etapa), por intermédio de Cyril Barthe.

Caja Rural (Esp) – Equipa espanhola que já integrou vários ciclistas portugueses e conta com o “nosso” Rafael Reis que conta com uma das 3 vitórias que a equipa tem esta época, conseguida no GP Internacional Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho.

Burgos-BH (Esp) – Equipa espanhola que conta com o português José Mendes no seu plantel. Ainda não conta com vitórias nesta época.

No escalão Continental, a Volta a Portugal conta com a participação das seguintes equipas:

W52-FC Porto (Por) – É a equipa favorita para esta edição da “Grandissíma”, uma vez que conta como vitórias as últimas participações. O seu director desportivo, Nuno Ribeiro, aponta mesmo a maior prova ciclística portuguesa como um dos principais objectivos da época. Em 2018 conta já com 2 vitórias à geral, no Troféu Joaquim Agostinho com José Neves e no Grande Prémio Jornal de Notícias, por intermédio de António Carvalho. Tem ainda 4 vitórias em etapas.

Sporting-Tavira (Por) – A equipa de Vidal Fitas é sempre uma candidata à vitória final, com um plantel forte em todos os terrenos, tem esta época de 2018, três vitórias em etapas.

Aviludo-Louletano (Por) – Com uma equipa forte e coesa está constantemente nos pontos de decisão das corridas. Conta com duas vitórias esta época: Na 3ª etapa do Troféu Joaquim Agostinho com Oscar Hernandez e a mais importante, a vitória geral de Luís Mendonça na Volta ao Alentejo.

Vito-Feirense-Blackjack (Por) – O regresso do Feirense ao ciclismo revelou-nos uma equipa renovada e quase totalmente constituída por atletas portugueses. É uma equipa muito competitiva. Esta época conta com 3 vitórias em etapas.

Efapel (Por) – A Efapel é já um clássico do ciclismo português. As suas cores na estrada são inconfundíveis e tem muitos adeptos. Esta época conta com duas vitórias em etapas.

Rádio Popular-Boavista (Por) – Mais uma equipa clássica do nosso ciclismo que já venceu a Prova Rainha do ciclismo nacional. A Rádio Popular Boavista conta com o nosso Campeão Nacional (em linha e contrarrelógio) nas suas fileiras e é garantia de grande espetáculo.

Miranda-Mortágua (Por) – A equipa orientada por Pedro Silva faz parte do novo lote de equipas continentais e está, pela primeira vez, presente na Volta a Portugal. O seu plantel é composto por atletas jovens e talentosos. Seguramente irão mexer muito com as corridas.

Liberty Seguros-Carglass (Por) – Tal como a Miranda Mortágua estão a estrear-se nesta corrida. Mais uma equipam que mistura muito talento e juventude. A participação nesta prova será seguramente uma motivação extra.

LA Alumínios (Por) – Mais uma equipa jovem e estreante na nossa Volta a Portugal. Muita qualidade neste plantel. Atenção!

St. George (Aus) – Equipa continental australiana em estreia na nossa corrida. Tem duas vitórias em etapas esta época.

Movistar Ecuador (Equ) – Equipa continental do Equador estreante na nossa corrida. Tem 1 vitória em etapas esta época.

COOP (Noruega) – Equipa continental da Noruega. Tem 4 vitorias em etapas esta época.

Tarteletto Isorex (Bel) – Equipa continental da Belgica. Tem 1 vitória na época de 2018. O campeão nacional da Grécia.

Differange-Losch (Lux) – Equipa continental do Luxemburgo. Ainda sem vitorias em 2018.

Amore & Vita-Prodir – Equipa continental da Albânia. Sem vitórias ainda em 2018.

Mstina Focus (Rom) – Equipa continental da Roménia. Duas vitórias em etapas em 2018.

Camisolas:

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Nos primeiros dias do mês de Agosto podemos esperar uma corrida espectacular que vai, literalmente, percorrer Portugal de norte a sul, não esquecendo o interior, homenageando com justiça as localidades tão assoladas pelos incêndios do ano passado.

Estamos ansiosos por ver o povo na estrada e Portugal pintado com as cores da Volta a Portugal, neste desporto que é tão amado pelos portugueses.

Estão reunidos os ingredientes para uma “Grandíssima” competição!

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