Graças a BH, tivemos a oportunidade de testar o seu modelo Lynx Race RC Carbon 7.0 de 2020 em condições reais de corrida e, especificamente, numa das corridas mais difíceis do mundo que decorreu nos Himalaias, por 7 dias (prólogo e sete etapas) trata-se do MTB Himalaya, uma prova que já conta com 15 edições.

O percurso em que testamos a bicicleta consistiu em 500 quilómetros e mais de 13.000 metros de desnível acumulado.

Uma prova realizada em todos os tipos de terreno, desde secções técnicas e trialeiras, descidas rápidas e complicadas e subidas sem fim, muitas delas acima dos 3000 metros de altitude. A estas características temos de acrescentar o clima, onde a chuva esteve sempre presente ao longo dos dias, com muita lama, tornando as epatas muito mais exigentes para os corredores e também para a mecânica e manutenção das bicicletas.

A BH para o ano de 2020, continua a apostar no o sistema Split Pivot, um sistema em que a marca espanhola confia há anos, atua separadamente durante a pedalada e a travagem, fazendo com que o curso da suspensão vá ao máximo, e com o movimento da pedalada tenha o mínimo de influência.

Nas zonas mais sinuosas é onde tiramos o máximo proveito da suspensão total e do sistema Split Pivot. Estas características aliadas permitem uma maior segurança e controlo da bicicleta nas descidas e nas subidas íngremes, muitas delas com piso duríssimo, de forma a ganhar tração com uma pedalada mais precisa e eficiente, permitindo um menor desgaste físico.

O modelo que testamos no MTB Himalaia, foi a BH Lynx Race RC Carbon 7.0, com o novo Shimano XT de 12 velocidades que sempre mostrou um comportamento perfeito, com prato de 34 dentes e cassete 10-51, o ideal para as descidas rápidas que encontramos nas corrida, bem como as duras subidas que tiveram que ser enfrentadas em muitas zonas ao longo das sete etapas.

Componentes, como o guiador, punhos, o espigão de selim, são típicos da BH, bem como o aro das rodas, onde os cubos XTR estão inseridos para concluir a montagem, proporcionando fiabilidade e rolamento suave.

A suspensão e o amortecedor FOX são outros componentes importantes da bicicleta e, mais ainda, de uma suspensão total. A suspensão Fox 32 SC Performance de 100 mm de curso e o amortecedor Fox DPS Evol, sincronizados com o bloqueador duplo tiveram desempenho perfeito, rigidez, adaptação e bom desempenho em todas as etapas.

As cores escolhidas pela BH para esta Lynx Race RC Carbon 7.0 são muito atraentes. Um conjunto de cores sóbrias e elegantes.

Foi a quinta participação nesta prova, mas a primeira com uma bicicleta de suspensão total, e ficámos agradavelmente surpreendidos com o seu desempenho.

Conseguimos descer muito mais rápido nas zonas técnicas e não técnicas, tal como, da mesma forma, nas subidas técnicas, passei com maior facilidade e menos desgaste. Nos locais onde eu antes tínhamos que descer da bicicleta e andar, com esta bicicleta de suspensão total conseguimos passar por sem pôr os pés no chão.

O peso extra da bicicleta de suspensão total, em relação a uma bicicleta rígida com as mesmas características, compensou claramente o deslizamento nas sete difíceis etapas deste BTT nos Himalaias.

Nas longas subidas, nos trilhos ou na estrada, o bloqueio da suspensão funciona muito bem, fazendo parecer que subimos numa bicicleta rígida e o que se paga pelo reduzido excesso de peso compensa, sem dúvida, o conforto e a velocidade com que passamos para outras zonas.

Outro dos pontos a considerar para a maioria dos ciclistas amadores nas provas por etapas de uma semana, são o desconforto e a irritação na zona do selim, sendo completamente minimizados graças à suspensão total.

A BH Lynx mostrou-se nobre nas reações, com desenvoltura, facilitando a trajetória mais adequada nas zonas complicadas e com a capacidade de perdoar pequenos erros, fazendo com que as suas suspensões absorvam o que podemos encontrar na mudança de percurso para nos voltar a levar à linha mais correta, sem grandes dificuldades ou riscos.

Mais informações em www.bhbikes.com.

Deixar uma resposta