Mata ciclista e arrasta bicicleta quatro quilómetros

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Um carro a deitar faíscas por baixo chamou a atenção da patrulha da GNR de Alenquer junto a Vila Nova da Rainha.

Os militares deram meia volta e seguiram a viatura – uma Mitsubishi Spacestar. Perceberam então que o carro amolgado arrastava uma bicicleta. E o condutor acusou 1,43 g/l de álcool no sangue – quase três vezes mais do que o permitido. Pouco depois, os militares ficavam a saber que a 4 quilómetros dali, à saída da Azambuja, um ciclista fora brutalmente colhido por um condutor em fuga.

Licínio Correia, de 33 anos, foi colhido na N3 e apresentava ferimentos graves na cabeça. Foi assistido pelos bombeiros da Azambuja e pelo INEM e depois transportado ao Hospital de São José, em Lisboa, onde acabou por ser declarado o óbito.

O ciclista regressava ao trabalho às 22h10 de quarta-feira – integrava a secção responsável pela faturação de uma empresa de logística – depois de jantar em casa. Junto a umas bombas da Galp, o ciclista foi colhido pelas costas.

O condutor não parou, arrastando a bicicleta até à entrada de Vila Nova da Rainha – durante 4 quilómetros. A meio desse trajeto cruzou-se com a GNR, que inverteu a marcha e o seguiu.

Foi à entrada da localidade que os militares perceberam que era o arrastar de uma bicicleta que provocava as faíscas. Ao passar por quatro lombas de abrandamento, o velocípede soltou-se do carro. Mais à frente, a GNR intercetou o condutor, de 37 anos. Foi sujeito ao teste de alcoolemia, tendo então acusado a taxa-crime de 1,43 g/l.

No momento em que a GNR detetou a bicicleta, esta ainda tinha pequenas lanternas atrás e à frente ligadas. A vítima circulava num veículo sinalizado.

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