A Strade Bianche e a Strade Bianche Women Elite vão hoje para a estrada, as duas corridas, começarão em Siena e terminarão no cenário único da Piazza del Campo, na mesma cidade, após 184 e 136 km, respetivamente.

Strade Bianche Route14th STRADE BIANCHE – 184km, 11 sectores e 63km de estradas em gravilha (34.2% do percurso)

A Strade Bianche, organizada pela RCS Sport / La Gazzetta dello Sport, está agendada para Siena, no sábado, dia 1 de agosto. A “clássica mais setentrional do norte da Europa”, que faz parte da elite do ciclismo mundial desde 2017, agora é uma corrida importante no calendário UCI WorldTour.

Strade Bianche 2020
© LaPresse

O último ciclista a triunfar na Piazza del Campo foi Julian Alaphilippe, que também venceu a edição de 2019 da Milano-Sanremo.

Strade Bianche Women6ª EDIÇÃO DA STRADE BIANCHE WOMEN ELITE – 136 km, 8 sectores e 31,4 km de estradas em gravilha (23,1% do percurso).

A Strade Bianche Women Elite será realizada em Siena, algumas horas antes do início da corrida masculina. A prova feminina será certamente uma das corridas mais espetaculares do ano. É um evento único no cenário do ciclismo mundial, graças ao seu caráter especial e às famosas estradas de gravilha da Toscana. É também de assinalar o alto nível de participantes nesta corrida.

Participarão todas as oito WorldTeams UCI Women, as sete melhores equipas continentais e as oito “wild cards”.

A edição de 2019 foi ganha por Annemiek van Vleuten (que se tornou Campeã do Mundo de estrada no final do ano em Harrogate, Reino Unido), à frente de Annika Langvad e Katarzyna Niewiadoma.

O presidente do município de Siena, Luigi De Mossi, e o conselheiro de turismo e comércio Alberto Tirelli, disseram: “Estamos muito ansiosos por este novo começo com a Strade Bianche e a Strade Bianche Women Elite no sábado, dia 1 de agosto. A cidade de Siena está pronta para receber estes dois eventos, que trazem até nós os melhores ciclistas do cenário internacional. Será um cartão de visita importante a ser divulgado ao mundo, com as belezas naturais e artísticas únicas de Siena e arredores.”

Mauro Vegni, diretor da RCS Sport, disse: A “Strade Bianche e a Strade Bianche Women Elite marcarão o início também para nós, RCS Sport. A Strade Bianche será de facto a primeira corrida do nosso calendário, um teste interessante para o resto da temporada.”

“Além de simbolizarem o reinício do ciclismo em Itália, estas corridas também pretendem ser um reinício, não apenas do ponto de vista desportivo, mas também do ponto de vista turístico, já que o ciclismo está intimamente ligado à promoção do território.”

“Estamos confiantes de que estes eventos irão realizar-se da melhor maneira e sempre em conformidade com as regras. Confirmamos o percurso consolidado da Strade Bianche que, há alguns anos, contribui para tornar a ‘clássica mais meridional da Europa’ um ponto de referência entre as grandes clássicas do calendário internacional.”

O PERCURSO DA STRADE BIANCHE

Strade Bianche 2020
Foto LaPresse – Fabio Ferrari

É um percurso sinuoso e ondulado, sem subidas longas, mas alguns topos acidentados, mais significativamente nas partes não pavimentadas. Existem cerca de 63 km de estradas de gravilha, em 11 sectores, oito dos quais são partilhados com o percurso feminino.

Partindo de Siena, os quilómetros ondulantes do início são percorridos no asfalto antes do primeiro sector de gravilha de 2,1 km de extensão ao km 18, que é perfeitamente plano e ligeiramente descendente.

Depois de alguns quilómetros, os ciclistas enfrentam o Sector 2 (5,8 km), o primeiro desafio real com uma descida curta seguida de uma longa subida com secções com mais de 10% de inclinação.

O percurso passa por Radi, onde começa o sector de gravilha 3 (4,4 km de comprimento; sendo a segunda parte composta pelo sector 1 da primeira edição da corrida), logo seguido vem o sector 4 – chamado “La Piana” – um dos clássicos sectores de gravilha da corrida (5,5 km de extensão, pertencendo ao percurso da prova desde a primeira edição) sem gradiente significativo, que leva os ciclistas até Buonconvento.

Depois de alguns quilómetros, começa a segunda subida do dia: Montalcino (4 km a 5%). Após Torrenieri, os ciclistas enfrentam os sectores 5 (11,9 km) e 6 (8 km), com apenas 1 km de pista no meio. Ambos são duros, montanhosos e com muitas curvas, subidas e descidas.

Após a segunda passagem por Buonconvento, os ciclistas chegarão à zona de abastecimento, posicionada na área de Ponte d’Arbia. Rapidamente, o percurso chega a Monteroni d’Arbia, que marca o início do sector 7 de San Martino, em Grania (9,5 km), no meio da Creta Senesi. É um sector longo, com altos e baixos contínuos na primeira parte, terminando com uma subida tortuosa antes de encontrar  asfalto novamente.

Em Ponte del Garbo (Asciano), começa o oitavo sector de gravilha. Com 11,5 km, é o mais difícil da corrida, principalmente a subir e com subidas duras, sendo as mais importantes as subidas ao Monte Sante Marie, com declives acentuados nas subidas e descidas em curtas distâncias. Depois de Castelnuovo Berardenga, há uma secção muito curta e plana de gravilha (300m) para depois os ciclistas enfrentarem o sector 9, depois de Monteaperti. São apenas 800m de extensão, mas recebem os ciclistas numa rampa, com pendente de dois dígitos, antes de voltarem ao asfalto em Vico d’Arbia, seguindo a estrada pavimentada ao longo de Pieve a Bozzone.

Em seguida, vem a penúltima secção de gravilha (Sector 10, 2,4 km) na subida em direção a Colle Pinzuto, com gradientes de aproximadamente 15%. Depois de alguns quilómetros, os ciclistas enfrentam a última secção (Sector 11, 1,1 km), que apresenta uma sequência de descidas exigentes, seguida por uma subida muito acidentada (com um gradiente máximo de 18%) que termina em Tolfe. A partir daqui, apenas 12 km separam os corredores da meta, na Piazza del Campo em Siena.

Quilómetros finais

Os exigentes quilómetros finais, com inclinações até 16%, estão próximos da cidade de Siena ao longo de seções largas de estrada, ligadas por curvas arrebatadoras, descidas e pequenas subidas. A 2 km da linha de chegada, o percurso une-se à Via Esterna di Fontebranda; aqui o gradiente chega aos 9%.

A 900 metros da linha de chegada, o percurso da corrida passa por baixo do Portão da Fontebranda, onde a superfície da estrada é feito em lage. O gradiente excede 10% até 500m da meta, atingindo seu declive mais acentuado de 16% na Via Santa Caterina. Uma curva acentuada à direita leva à Via delle Terme e depois à Via Banchi di Sotto. Faltando 300 metros a estrada continua a subir um pouco e a 150 metros, uma curva à direita leva à Via Rinaldini. O percurso entra na Piazza del Campo, a apenas 70 metros da linha de chegada. Os 30m finais descem com um gradiente de 7% e a linha de chegada é plana.

O PERCURSO DA CORRIDA FEMININA STRADE BIANCHE WOMEN ELITE

Strade Bianche 2020
Foto LaPresse – Fabio Ferrari

Um percurso sinuoso e ondulado, sem subidas longas, mas com topos irregulares – mais significativamente nas partes não pavimentadas. Existem aproximadamente mais de 30 km de estradas de gravilha em oito sectores (todos partilhados com o percurso da prova masculina).

Partindo de Siena, os quilómetros iniciais ondulantes são percorridos no asfalto antes de atingir o sector 1 de gravilha de 2,1 km de extensão, ao km 18, que é perfeitamente plano e ligeiramente a descer.

Alguns quilómetros percorridos, depois, as ciclistas enfrentam o Sector 2 (5,8 km), o primeiro grande desafio, com uma descida curta seguida de uma longa subida com trechos com mais de 10% de inclinação.

O percurso passa por Radi, onde começa o sector de gravilha 3 (4,4 km), logo seguido pelo sector 4 – chamado “La Piana” – e um dos sectores clássicos da corrida (5,5 km de comprimento e que faz parte do percurso desde a primeira edição) sem gradiente significativo, seguindo caminho até Buonconvento.

Após a passagem por Buonconvento, as ciclistas chegarão à zona de abastecimento, posicionada em Ponte d’Arbia. Rapidamente, o percurso chega a Monteroni d’Arbia, que marca o início do Sector 5 de San Martino, em Grania (9,5 km), no meio da Creta Senesi. É um sector longo, com altos e baixos contínuos na primeira parte e que termina com uma subida tortuosa antes de chegar ao asfalto novamente.

Depois de Castelnuovo Berardenga, há uma secção muito curta e plana de gravilha (300m) antes das ciclistas enfrentarem o Sector 6, em Monteaperti – tem apenas 800m de comprimento, mas presenteia-as com uma rampa de gradiente de dois dígitos antes de voltar novamente ao asfalto, em Vico d’Arbia e depois, mais estrada asfaltada através de Pieve a Bozzone. Em seguida, vem a penúltima secção de gravilha (Sector 7, com 2,4 km) na subida em direção a Colle Pinzuto, com gradientes até 15%. Depois de mais alguns quilómetros, as ciclistas enfrentarão a última secção de gravilha (Sector 8, de 1,1 km), que apresenta uma sequência de descidas exigentes, seguida por uma subida muito acidentada (com um gradiente máximo de 18%) que termina em Tolfe. A partir daqui, apenas 12 km separam as corredoras da meta, em Piazza del Campo, Siena.

Os quilómetros finais são iguais aos do percurso da corrida masculina.

O Eurosport vai transmitir a prova em direto. Todas as informações em www.strade-bianche.it.