Giro: Mikel Nieve vence penúltima etapa e Froome tem vitória final praticamente assegurada

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O ciclista britânico Chris Froome (Sky) garantiu hoje virtualmente a vitória final da Volta a Itália, sustendo os ataques do holandês Tom Dumoulin (Sunweb) na 20.ª etapa para garantir a sua terceira vitória consecutiva em grandes voltas.

Depois da fuga épica da véspera, que o atirou do quarto lugar para a liderança, Froome apenas precisa agora de chegar a Roma, no final da 21.ª e última etapa, para juntar o Giro de 2018, ao Tour e à Vuelta de 2017.

Apenas dois ciclistas conseguiram ganhar as três provas de forma consecutiva: Eddy Merckx venceu o Giro de 1972, o Tour de 1972, a Vuelta de 1973 e o Giro, de novo, em 1973, antes de Bernard Hinault vencer em Itália e França, em 1982, antes de triunfar em Espanha, em 1983.

“Ainda não está acabado, mas a batalha já terminou. É um sentimento fantástico, porque há dois dias atrás estava em quarto”, disse Froome.

À partida para a penúltima etapa, Froome tinha 41 segundos de avanço sobre Dumoulin, resistiu aos vários ataques do vencedor de 2017 na terceira e última contagem de montanha do dia, que coincidiu com a meta, e ainda aumentou em cinco segundos a vantagem.

“Nos dois últimos dias ele esteve forte de mais para mim, mas não tenho lamentos. Dei tudo o que tinha”, admitiu Dumoulin.

O espanhol Mikel Nieve deu hoje uma pequena alegria à Mitchelton-Scott, depois de na sexta-feira o britânico Simon Yates ter perdido quase 40 minutos quando vestia a camisola rosa, ao vencer isolado a etapa.

Ainda longe da meta da etapa, que ligava Susa e Cervinia (214 quilómetros), Nieve deixou para trás os companheiros de fuga e cortou a meta em em 5:43.38 horas, menos 2.17 minutos do que o holandês Robert Gesink (LottoNL-Jumbo) e 2.42 do que o austríaco Felix Grossschartner (Bora-hansgrohe).

Depois de na véspera ter sido Yates a perder muito tempo, hoje foi a vez do francês Thibaut Pinot (Groupama-FDJ) perder 45.32 minutos e perder o terceiro lugar.

O grande beneficiado acabou por ser o colombiano Miguel Angel Lopez (Astana), que subiu ao lugar mais baixo do pódio, além de ter segurado a camisola da juventude, com 47 segundos de avanço sobre o equatoriano Richard Carapaz (Movistar), quarto da geral.

O português José Gonçalves (Katusha-Alpecin) terminou a etapa na 27.ª posição, a 12.16 de Nieve, e subiu ao 14.º posto, a 34.29 minutos de Froome.

Caso confirme o 14.º lugar, Gonçalves iguala André Cardoso (2016) como segundo melhor português do século no Giro, com os dois ciclistas a serem apenas batidos por José Azevedo, quinto em 2001.

A 101.ª edição da Volta a Itália termina no domingo, com a 21.ª etapa a ter partida e chegada em Roma, num percurso de 115 quilómetros.

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