De acordo com o calendário de 2019, o dia 24 de fevereiro estava destinado ao Granfondo algarvio, prova incluída no evento UCI da Volta ao Algarve.

© Algarve Granfondo Cofidis

Foi também com a intenção de ver alguns dos melhores ciclistas profissionais do momento, em Portugal, que me desloquei este fim de semana a Loulé e assim, juntei o útil ao agradável: Ver ao vivo os “pros” e pedalar pela serra algarvia, algo que ainda não tinha no meu “currículo” ciclístico.

O secretariado estava localizado no Antigo Convento do Espírito Santo, mesmo no centro da bonita cidade de Loulé. Achei muito bem organizado. À entrada tinha uma lista por ordem alfabética de acordo com o nome dos participantes, onde era fácil ver o numero do dorsal, caso não o soubesse previamente, no interior o levantamento da documentação fazia-se de acordo com o numero do dorsal, inserido na fila da box respectiva, tudo muito simples e rápido.

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O Granfondo do Algarve 2019 tinha à disposição duas distancias: O Granfondo, maior distância e mais exigente, de acordo com a organização, tinha uma extensão de 111 km, com um desnível acumulado positivo de 2137m, com a passagem pela serra algarvia incluindo as subidas de Vermelhos e do Ameixial, locais de passagem da Volta ao Algarve.

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O Mediofondo é um percurso destinado a todos os perfis de praticantes, mais indicado para quem pretendesse uma manhã de domingo mais tranquila. Constituído por um percurso de 60 km e um total de subida acumulada de 1098m.

Uma vez que me desloquei ao sul do país, decidi-me por escolher a maior distância, até porque queria conhecer um pouco do percurso que umas horas mais tarde foi atravessado pelos ciclistas profissionais.

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O tiro de partida foi dado as 9:30 e sabíamos que os 3 primeiros quilómetros iriam ser feitos em andamento controlado, no entanto, em mais de 800 participantes, é impossível que o pelotão não estique, especialmente para quem parte mais de trás (eu parti da box 5), por isso são inevitáveis os ziguezagues de alguns ciclistas, à procura de ir ao encontro de posições mais dianteiras, a alta velocidade. É uma fase em que toda a atenção e todo o cuidado é pouco.

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Depois desta fase de nervos inicial, damos inicio as primeiras subidas e ao contacto com a dureza do percurso. Nesta altura o ideal é encontrar um grupeto com andamento semelhante ao nosso e deixar-nos ir. O ambiente nestes eventos é sempre muito bom e assim encontramos mais motivação para seguir em frente, mesmo nas pendentes mais duras.

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O primeiro abastecimento encontrava-se ao quilometro 23,5, em Alte. Estava devidamente sinalizado e identificado com alguma antecedência. Como não tinha programado parar neste ponto, pareceu-me que este abastecimento era apenas liquido através da entrega de garrafas de água.

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Apenas um reparo acerca deste tipo de abastecimento: Acho-o perigoso, pois muitos participantes não param e limitam-se a tentar agarrar as garrafas de água, podendo provocar acidentes e é um desperdício, para além disso, os que agarram garrafas, bebem o liquido e atiram-nas fora uns quilómetros mais à frente, poluindo o percurso com plástico. Acho que as organizações deste tipo de eventos deviam deixar de fazer o abastecimento desta forma e passar a abastecer os ciclistas com garrafões de água. Seria seguramente muito melhor para o ambiente e para a segurança. Fica a dica.

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Uns quilómetros mais à frente, sensivelmente aos 37 km de percurso, dava-se a separação entre o medio e granfondo, estava aqui situado o segundo reabastecimento. Esta separação encontrava-se junto a uma curva, depois de uma descida e não havia sinalização prévia, o que fez com que alguns participantes quase fossem ao chão na altura da viragem. Um cuidado que a organização, na minha opinião, deve ter em futuras organizações.

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Esta foi a fase mais dura da prova onde fizemos um pouco do percurso que iriam fazer os profissionais a caminho do Alto do Malhão. A estrada é fantástica ao longo da Serra, as paisagens são belíssimas e as subidas de uma enorme dureza, com pendentes entre os 12% e os 15%.

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O terceiro e ultimo abastecimento estava situado ao quilometro 70, no Miradouro da Serra do Caldeirão. Era o abastecimento com participação da pastelaria Loulédoce e onde podíamos provar magníficos pastéis como natas, bolas de Berlim – com creme e sem creme – e muitos outros. Eu nesta fase só enchi os bidons de água e comi uns gomos de laranja, pois ainda tinha uns quilómetros para fazer. Como sabia que a Loulédoce estaria à chegada, guardei a gula para essa altura, onde podia degustar mais descansadamente de um (ou mais…) belo e delicioso pastel.

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Daqui até à meta, sempre em grupeto foi um instante, ainda com uma subida ou outra um pouco mais duras e um “empeno” cada vez maior.

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Chegado à meta, recebi a merecida medalha de “finisher” e fui então comer um (ou melhor, três) pastelinho típico da região, o folhado de Loulé.

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O banho e almoço foram no mesmo local, no Pavilhão Desportivo Municipal de Loulé, a cerca de 2 km da linha de meta. Os balneários muito bons e banho de água quente, mesmo as duas da tarde e de seguida, o almoço. Prato de carne e peixe à escolha (eu comi dos dois), legumes muita verdura, massas, etc. Havia muito e para todos os gostos. Relativamente ao almoço tenho uma pequena reclamação: As cadeiras ficavam muito baixas em relação as mesas. No meu caso não foi muito critico, mas alguns companheiros tiveram que usar duas cadeiras para estarem confortavelmente a almoçar.

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Foi a primeira vez que rumei ao Algarve para participar numa prova e gostei muito. A organização foi excelente! Desde o levantamento da documentação, a escolta da GNR e a sua presença nos cruzamentos e também dos motards da organização que nos acompanharam ao longo de toda a prova.

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O percurso duro, mas muito equilibrado e a simpatia das gentes de Loulé, fazem com que tenha vontade de voltar no próximo ano.

Link do Algarve Granfondo Cofidis 2019 no Strava.

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