Quando pensamos em quadros de BTT, 99% das vezes referimo-nos à escolha entre Carbono ou Alumínio, mesmo havendo outros tipos, como de titânio, aço e mais recentemente o grafeno.

Quadros de Alumínio

Quadros de alumínio compõem a maior parte da oferta de quadros de BTT. E não é à toa: é um material muito fácil de ser manuseado na produção e também barato de se fabricar.

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Quando se começou a fabricar quadros de alumínio, o desenho obedecia exatamente às mesmas especificações de fabrico de um quadro de aço – e por consequência, o quadro de alumínio tinha somente 1/3 de sua resistência.

Com o passar dos anos, os quadros de alumínio receberam inúmeras melhorias, sendo reforçados onde realmente era necessário.

É importante dizer que os quadros de alumínio da atualidade têm outros elementos na sua composição, como magnésio, ferro, cromo, zinco, entre outros.

O fabrico de um quadro de alumínio é um processo muito mais rápido que o do de fibra de carbono. Basicamente todos os tubos do quadro são construídos em série, cortados e depois unidos por solda.

Quadros de Fibra de Carbono

Os quadros de fibra de carbono começaram a ganhar popularidade há relativamente pouco tempo. Foi em 1998 que o mítico Marco Pantani se tornou o último vencedor da história do Tour de France utilizando uma bicicleta de alumínio.

Desde aí, todos os vencedores pedalaram em bicicletas com quadros de fibra de carbono. As empresas começaram a viabilizar a construção de quadros de fibra de carbono também no BTT. Hoje em dia, os atletas de topo correm com bicicletas desse material.

A fibra de carbono é basicamente um tecido. Entrelaçadas em uma forma de rede, elas tornam-se um dos melhores materiais que se tem conhecimento quando fazemos a comparação  peso vs. resistência vs. facilidade de produção.

Para fabricar um quadro, as fibras são “costuradas” e por isso não vemos soldas e marcas de ligação no quadro como vemos no alumínio.

Existem 5 grandes fabricantes de fibra de carbono – todas localizadas na Ásia – que vendem para todas as grandes marcas de bicicleta.

A produção desses fabricantes é tão monstruosa que o mesmo fornecedor de fibra de carbono da Felt, por exemplo, é o que fornece para a Boing e Airbus.

Noutras palavras: o que dita a qualidade do quadro não é a fibra – pois todas vêm praticamente do mesmo fornecedor – mas sim quem a monta.

Quadro de fibra de carbono X alumínio:

Peso

Ao falar de peso, certamente estamos a entrar num dos principais benefícios do quadro de fibra de carbono. Como visto acima, o quadro em carbono é basicamente uma grande costura de um material excepcionalmente leve.

O quadro de alumínio é naturalmente mais pesado. A sua construção requer a união de peças com solda e é necessário mais alumínio para dar a mesma consistência que um quadro de carbono.

Quadros de carbono chegam a pesar 50% a 80% menos que quadros de alumínio.

Resistência

Ao contrário do que se pensa, o quadro de fibra de carbono é muito resistente –  não vai saltar de uma certa altura e ao aterrar no chão partir o quadro em 3.

Apesar do quadro de fibra de carbono ser bastante flexível onde o deve ser, a sua flexibilidade é pequena no que diz respeito a choques em áreas que não foram desenhadas para receber choques.

Num trilho com a bicicleta de carbono, provavelmente não terá problema nenhum – talvez seja até mais suave.

O quadro de alumínio é a melhor opção entre os dois, para usar na sua BTT em cicloturismo.

E é por isso que, por ser muito mais flexível, o quadro de alumínio ganha neste ponto.

Durabilidade

Os quadros de carbono não têm natureza metálica e, portanto, não corroem/enferrujam, o quadro também pode ser reparado caso aconteça uma quebra – não sai barato, mas não é impossível.

Quadros de alumínio não contam com esta vantagem.

Preço

Quadros de alumínio são significativamente mais baratos que quadros de fibra de carbono.

A produção do quadro de alumínio é muito mais simples e rápida que a do quadro de fibra de carbono e consequentemente, muito mais barata.

Tudo depende do que cada um pretende comprar e do orçamento.

Se a sua atividade é basicamente recreativa e também fazer viagens de bicicleta em que o quadro vai ser sujeito a um mau embalamento/acondicionamento, pancadas laterais e bastante peso? Compre um quadro de alumínio.

Vai participar numa corrida para ganhar e o peso faz toda diferença, a viagem de bicicleta é algo curta? Opte por quadro de fibra de carbono

Quer fazer isso tudo mas o orçamento é mais curto? Alumínio

Cada quadro tem a sua função e desempenho, mesmo tendo um enorme orçamento não compraria um quadro de carbono se fosse para fazer cicloturismo, onde teria de submeter o quadro a mau acondicionamento de transporte ou a viajar com alforges pesados, mas se fosse para competição e o acondicionamento do quadro fosse o ideal então optava pelo de carbono.

2 COMENTÁRIOS

  1. isto da pano para mangas, a minha visao penso ser mais tecnicista, pois a diferenca do aluminio e do carbono e, o uso que se vai dar, pois ambos sao completamente dispares entre si.
    vejamos: carbono ha 2 formas de se fazer, a colagem recorrendo a resina, e esse e o factor que distingue a bicicleta para o mercado comum para a bicicleta do tour de france. o carbono por injeccao para um molde, da forma japonesa e tao, mas tao caro que so esta disponivel na profissionalizacao e sobre as apertadas normas da UCI.
    mas e garantido graus de modulus a condizer com as especificacoes desejadas para a competicao.
    ja o carbono da bicicleta de 3 mil da loja do ze da esquina ja nao e bem assim, um asiatico, manualmente, colar folhas, e uma forma falivel de montar o quadro e desta forma so usando ultrassons para se detectar defeitos nos quadros. os modulos sao a media e nao e 100% a especificacao ao milimetro.
    mas isso quer dizer que sao mas bicicletas? NAO! para andar no monte a passear serve, a carteira e o gosto que manda.
    e a bicicleta de aluminio? e tao barata a materia-prima que se descarta logo a cabeca o minimo problema no quadro para voltar a ser reciclado, ou seja, o quadro e novamente derretido na fornalha e feito outro quadro novo.
    ninguem se da ao trabalho de ressoldar o aluminio e fazer a tempera do mesmo, ate porque nao ha bciicletarias ou lojas/oficinas do ramo com uma fornalha do tamanho suficiente para cozer todos os tamanhos de quadros. ja para nao falar do calor abrasador que e so estar perto…
    outros chicos-espertos soldam e vai mesmo assim, a espera que parta mais acima ou abaixo da solda para soldar novamente, nada honesto!
    ja os quadros de aco carbono/molibdenio, aco reynolds, ja sao outros 500 e muito de qualidade, alias portugal deve ser se a memoria nao me falha o 3 maior exportador de bicicletas por conta das bicicletas que o portugues nao quer, ou porque se esta no “continente”, “jumbo” ou outra superficie generalista, ja nao e de “qualidade”, quando as nossas bicicletas portuguesas sao mesmo de qualidade reconhecida no estrangeiro.
    por outro lado, o portugues mais pobre vai mesmo investir numa bicicleta de 100 paus, que serve perfeitamente ate para commuting.
    para comecar e perfeito, pois se nao gostar de pedalar, o tombo nao e gigantesco, comparado com 1000 paus, muitas das vezes a credito.
    a bicicleta de titanio, apesar da sua leveza, consegue ser relativamente forte, tanto como ligas de ferro, sem ter que pedalar uma bicicleta de 100 kilos, e altamente resistente a corrosao, portanto, morreremos todos e a bicicleta ainda ca andara inteira.
    E, dos quadros mais confortaveis e com uma resistencia a torcao mecanica superior aos restantes materiais, mas a manufactura e muito limitada por conta das poucas toneladas disponiveis para consumo domestico por parte da industria aeroespacial, logo e uma bicicleta extremamente cara. mas e uma bicicleta para toda a vida e quica, as vindouras que a herdarem.
    qual e a minha bicicleta? e a que tem quadro de aco. ja parti de carbono e ja amassei aluminio. tomara por as unhas numa titanio.

  2. Acho que esse papo de bike em carbono hoje em dia é mais modismo, vaidade mesmo.!!

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