Os primeiros controlos à utilização do analgésico tramadol, proibido no ciclismo a partir de 01 de março, vão ser feitos no Paris-Nice, a primeira prova por etapas do WorldTour na Europa, a disputar entre 10 e 17 de março.

O tramadol é permitido pela Agência Mundial Antidopagem (AMA), que colocou o potente analgésico numa lista de vigilância em 2012, mas a União Ciclista Internacional (UCI) decidiu proibi-lo a partir de 01 de março, devido aos seus efeitos secundários, em especial a perda de concentração e o aumento do tempo de reação, assim como o risco de dependência.

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“A nossa preocupação é preservar a saúde dos corredores e isso vai além da luta contra o doping. O tramadol tem efeitos secundários que podem ser incómodos para todos, mas, em especial, para atletas que andem a 80 ou 100 km/h nas descidas”, afirmou o diretor clínico da UCI, Xavier Bigard, em declarações à agência noticiosa AFP.

Segundo dados da AMA, publicados pela UCI, esta substância foi encontrada em quase 5% dos controlos ligados ao ciclismo (4,4% em 2017), um valor semelhante ao registado anualmente desde 2012 e considerado significativo para o alerta.

Os controlos antitramadol vão ser feitos em paralelo com os antidoping. No final de uma etapa do Paris-Nice, por exemplo, haverá duas listas, uma para cada controlo.

Em caso de análise positiva, o corredor vai ser desqualificado e incorrerá numa multa. Em caso de reincidência será sancionado com cinco meses de suspensão e numa terceira contraordenação durante nove meses.

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