Noruega vai investir €840.000 na construção de dez super auto-estradas para bicicletas

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Noruega, bicicleta, neveA Noruega acabou de anunciar a construção de uma rede de dez super-autoestradas para bicicletas, nos arredores das suas nove maiores cidades, um projecto que custará €840.000 e vai permitir que os utilizadores de bicicleta viajem em segurança nas grandes cidades e nas ligações para os subúrbios.

Cada super-ciclovia terá duas faixas e será segura, inclusive, nos longos dias de Inverno. Segundo o City Lab, a Noruega vai seguir o exemplo de outras cidades mais a Norte do globo e com temperaturas baixas, como Edmonton no Canadá e Oulu, na Finlândia, cujas ciclovias têm todas as condições de segurança para os utilizadores.

Ao contrário de Dinamarca – onde 17% das viagens são feitas de bicicleta – e Suécia – 12% -, na Noruega apenas 5% de todas as viagens são movidas a duas rodas – e a pedais. Isto porque o clima norueguês é mais agreste que o dinamarquês ou o sueco.

Ainda assim, se a Noruega conseguir retirar a neve das ciclovias, tal como Edmonton e Oulu fazem, e manter cuidadosamente as infra-estruturas, é possível que a moda pegue naquele país. Até porque, explica o City Lab, os noruegueses são adeptos de desportos ao ar livre, mesmo no Inverno.

Abaixo as ciclovias remotas

O projecto permitirá que aos ciclistas aumentarem a velocidade a que circulam até aos 40 quilómetros por hora – caso queiram – e vai proporcionar-lhes também a possibilidade de pedalarem até ao trabalho, mesmo em distâncias mais longas. Como contrapartida, o Governo norueguês espera que as novas ciclovias retirem alguma da crescente pressão das estradas, ajudando o país a reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.

Ainda assim, o projecto não criará longas ciclovias que ninguém utilizará – excepto pontualmente um ou outro aventureiro.

O Plano Nacional de Trânsito norueguês obriga a que 75% dos autocarros, 50% dos camiões e 40% dos ferries de curta distâncias reduzam drasticamente as emissões de gases com efeito de estufa até 2030. O país vai também limitar o aumento da utilização do automóvel e lançar um grande plano de reparações de estradas e ferrovia.

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