A Associação Pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBI) exige o fim da proibição do transporte de bicicletas nos comboios, considerando inaceitável a posição da Comboios de Portugal (CP), por não levantar a sua suspensão.

Em comunicado divulgado hoje, a entidade apresentou “o seu mais veemente protesto perante esta posição inaceitável da CP”, depois de ter tomado conhecimento de “numerosas reclamações expressas nas redes sociais”, bem como pedidos de informação de associados.

Numa pequena nota publicada no seu sítio oficial da Internet, a CP informa que não é possível transportar bicicletas nos comboios de todos os serviços, desde 23 de março, devido à pandemia da covid-19.

Para a MUBI, não é aceitável que o principal agente de transporte ferroviário de passageiros em Portugal, em contraciclo com as suas congéneres europeias, se negue a permitir o uso da bicicleta.

De acordo com a associação, a bicicleta tem um “papel preponderante” numa fase de desconfinamento em que, por todo o mundo, “as entidades competentes lutam pelo aumento dos modos ativos de deslocação”.

Defendendo o uso da bicicleta, a MUBI aproveitou ainda para solicitar reuniões de urgência ao Ministério das Infraestruturas e Habitação e ao Conselho de Administração da CP para discutir a situação.

“Perante o expectável aumento na procura dos transportes públicos por utentes que precisam de transportar bicicleta, os operadores devem preparar-se para aumentar a capacidade de transporte de bicicletas e nunca o oposto”, sublinhou a associação.

Segundo a MUBI, a intermodalidade da bicicleta com os transportes público é uma das melhores alternativas ao uso do automóvel individual, contribuindo para o descongestionamento das cidades.

Entretanto a CP respondeu dizendo que o transporte de bicicletas será reposto a partir do próximo dia 18 de maio, nos comboios: Alfa Pendular, Intercidades, InterRegional, Regional e Urbanos.

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