Julian Alaphilippe tira Alejandro Valverde do trono da Flèche Wallone

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O francês Julian Alaphilippe (QuickStep-Floors) terminou hoje com o reinado de Alejandro Valverde (Movistar) na Flèche Wallone em bicicleta, ao superiorizar-se ao espanhol na chegada a Huy, na Bélgica.

Após quatro vitórias consecutivas de Valverde, Alaphilippe foi o mais forte na subida para o Mur de Huy e concluiu em 4:53.37 horas os 198,5 quilómetros desde a saída de Seraing.

Valverde ainda tentou reagir ao ataque de Alaphilippe para vencer pela sexta vez a clássica belga, mas foi incapaz e terminou na segunda posição, a quatro segundos.

O belga Jelle Vanendert (Lotto Soudal) fechou o pódio da prova, a seis segundos, enquanto Rui Costa (Team Emirates) foi 19.º, a 32 segundos, depois de descolar já na difícil subida final, e o campeão luso Ruben Guerreiro (Trek-Segafredo) não terminou.

A corrida foi apenas decidida na subida final, com o belga Tim Wellens (Lotto-Soudal) a fazer o ataque final, levando consigo Alaphilippe, que tinha o alemão Maximilian Schachmann, seu companheiro de equipa, isolado na frente.

Depois de Wellens ter ultrapassado Schachmann, Alaphilippe ‘arrancou’ rumo ao triunfo, sem que Valverde tivesse tido capacidade para ir buscar o francês.

Contudo, Alaphilippe pensou que não tinha vencido, porque pensava que o italiano Vincenzo Nibali (Barhain-Merida) tinha resistido na fuga.

“Eu acredito sempre em mim e trabalhei muito para encontrar o pouco que faltava entre o pódio e o primeiro lugar. Honestamente, eu não sabia que tinha ganhado. Não conseguia ouvir o rádio, pensava que o Nibali ainda estava na frente”, afirmou.

Há 21 anos que o francês não vencia a Flèche Wallone, com Alaphilippe a suceder a Laurent Jalabert, vencedor em 1997.

A vitória do francês consolida a QuickStep-Floors como a equipa mais vitoriosa do ano, dando ao conjunto belga o seu nono triunfo em provas de um dia e a 26.ª em todas as provas.

Na prova feminina, a holandesa Anna van der Breggen (Boels-Dolmans) venceu pela quarta vez consecutiva, numa prova em que Daniela Reis (Doltcini-Van Eyck) abandonou.

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