José Poeira satisfeito com percursos olímpicos

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Jose Poeira Jogos OlimpicosO selecionador nacional de estrada, José Poeira, foi reconhecer os percursos das provas de contrarrelógio e de fundo dos Jogos Olímpicos e regressou satisfeito do Rio de Janeiro. Na opinião do técnico português, os traçados adaptam-se aos ciclistas lusos.

A Seleção Nacional/Liberty Seguros vai alinhar com quatro corredores na prova de fundo, no dia 6 de agosto. O quarteto português vai ter pela frente uma exigente corrida com 241,5 quilómetros. “É como uma etapa de montanha e muito extensa”, avalia José Poeira.

A prova vai desenrolar-se em dois circuitos. O circuito inicial inclui as subidas de Grumani e Grota Funda, servindo para uma primeira seleção. A triagem mais efectiva inicia-se no circuito final, que será percorrido três vezes, totalizando cerca de 80 quilómetros. “Quem tiver aspirações terá de entrar bem colocado na primeira dificuldade do troço final, porque o circuito é duro e sinuoso. O que sobrar do pelotão tanto pode partir a subir como a descer”, prevê o selecionador nacional.

O circuito final conta com uma subida dividida em duas secções. A primeira, designada por Canoas, com 4 quilómetros, “é a mais dura”, na ótica de Poeira. Segue-se um troço de descida com 1 quilómetro, que dá entrada em mais 4 quilómetros de ascensão, a Vista Chinesa. Após o topo, os corredores vão encontrar “uma descida muito inclinada, sinuosa e técnica. Quem descer muito bem pode destacar-se do grupo, nesta fase certamente já muito pequeno, que, no alto, estiver na frente da prova”, antecipa o selecionador. Na última volta, quando terminar a descida, faltarão apenas 9,5 quilómetros para a meta.

O percurso do contrarrelógio também fica marcado pelo sobe e desce. O exercício individual terá 54,5 quilómetros e será disputado no dia 10 de agosto. Um dos quatro corredores portugueses que alinharem na prova de fundo representará o país no contrarrelógio.

“Nâo é um percurso de contrarrelógio típico, mas penso que favorece os corredores portugueses. Tem zonas planas, onde se desenvolvem grandes andamentos e se atingem velocidades elevadas, mas também subidas onde os roladores mais fortes sentirão dificuldades. Penso que se enquadra nas caraterísticas dos contrarrelogistas portugueses. Tenho pena que só tenhamos apurado um elemento para o contrarrelógio”, lamenta José Poeira.

O contrarrelógio será disputado num circuito a percorrer duas vezes. O traçado conta com dois topos curtos e com outros dois topos, mais extensos, o Grumani, “que é mais inclinado”, e a Grota Funda, “que se sobe em potência”, explica o selecionador nacional.

Além das subidas, o exercício individual apresenta outra caraterística atípica, um troço de empedrado com 2,5 quilómetros. Ao lado, haverá um pedaço de estrada alcatroado. Os corredores podem optar por seguir pela estrada de paralelos ou pelo caminho de asfalto, mas, nas curvas, as trajetórias são mais favoráveis no empedrado. “Apesar disso, talvez seja vantajoso seguir pela zona de alcatrão, porque se previnem problemas técnicos”, entende José Poeira.

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