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João Matias (Tavfer- Mortágua-Ovos Matinados) venceu a segunda etapa da Volta a Portugal, com Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor) a manter a liderança na véspera da subida à Torre.

JOÃO MATIAS VENCE SEGUNDA ETAPA, RAFAEL REIS CONTINUA DE AMARELO NA VOLTA A PORTUGAL
© Podium Events | Agnelo Quelhas

No final dos 181,5 quilómetros, entre Badajoz (Espanha) e Castelo Branco, Matias venceu em 4:42.21 horas, o mesmo tempo do norte-americano Scott McGill (Wildlife Generation Pro Cycling) e do uruguaio Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor), segundo e terceiro, respetivamente.

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Na geral, Rafael Reis mantém a liderança, à frente de Mauricio Moreira e do britânico Oliver Rees (Trinity Racing), que ocupam os dois seguintes lugares do pódio.

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João Matias (vencedor da etapa): “Não digo desde Badajoz, mas digo desde que soube do percurso da Volta. A etapa de sexta-feira e a de sábado foram as que tinha marcado – tanto eu como a equipa – o trabalho foi todo perfeito.

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A vitória ontem falhou, porque tive um pequeno percalço, fui um bocado fechado a 150 metros da meta, no momento que ia arrancar para o ‘sprint’ e acabei por fazer quarto. Toda a gente viu o trabalho que a minha equipa fez. Eu cheguei e limitei-me a sprintar nos últimos 150, 200 metros, de resto vim sentado no sofá o dia todo. A Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados é mesmo isto, é uma segunda família e estou extremamente grato pelo que têm feito por mim.

Levo muitos anos no ciclismo, passei muitos maus bocados, estive quase a abandonar a modalidade, e tive muita gente que acreditou em mim. O Gustavo [Veloso], para mim, sempre foi um mentor, tenho a sorte de este ano estar a trabalhar diretamente com ele.

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Ainda por cima, apareceu o meu pai e o meu irmão na chegada… Isto é para a minha família também. Como toda a gente viu o gesto que eu fiz, é para casa, especialmente para a minha mulher e para o meu futuro filho que vem aí, o meu Dinis, como levo marcado nos sapatos. São momentos especiais. Durante a etapa, olhava para baixo e só me lembrava que tinha de vencer.

Não sei até onde posso ir. Sei lá. O sonho comanda a vida e felizmente tenho passado todas as adversidades e tenho gente que me apoia. Depois de começar o ano na Prova de Abertura, em que lancei o Leangel Linarez e ele venceu, depois foi a Volta ao Algarve com a camisola da montanha, que está longe de ser a minha especialidade, mas quem me conhece sabe o ciclista que sou. Sou muito combativo e gosto de me levar ao limite. Não tenho muitas palavras para dizer, estou num dia de sonho”.

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Rafael Reis (líder da geral individual): “[Último dia de amarelo?] Pois. No ano passado, ainda dei a volta à situação, vamos ver este ano. Mas temos um objetivo claro, a equipa, por respeito a mim, tenta levar-me o máximo que eu possa. Tenho muitas oportunidades ao longo do ano e isso vê-se. Mas agora não me toca a mim a geral da Volta, toca a outro corredor da nossa equipa, que é o Mauricio. E temos mais opções se as coisas não correrem como temos pensado.

Estamos muito contentes com o que fizemos até aqui e esperemos que amanhã [sábado] consigamos fazer o que estamos a pensar. Acredito muito neles.

[o que estão a pensar fazer?] Temos tempo. Faltam menos de 24 horas, por isso… só falta dormir uma noite.

Até passar outro na meta, sou eu o camisola amarela.

[Vai atacar de amarelo como Wout van Aert no Tour?] Sabem qual é a minha maneira de correr. É mesmo isso, por isso acho que as coisas vão ser assim”.

Mauricio Moreira (terceiro classificado da etapa e segundo da geral individual): “A verdade é que gostaria não só de ficar com a amarela como que ela ficasse no corpo de outro companheiro. Sabemos que não é o terreno do Rafa, possivelmente perde a camisola, mas espero que fique na equipa. Acho que qualquer um deles [colegas] merece. Se for para mim, vou ficar contente na mesma.

Acho que a equipa está bem, estamos todos bem, e vamos dar tudo tanto amanhã como no resto da Volta”.

Tiago Machado (11.º lugar da geral individual): “Duas quedas, três mudanças de bicicleta… Deixaram de funcionar as mudanças eletrónicas. Tentámos remediar, mas não foi possível. Dói-me um bocado do impacto na zona das costas, mas acho que não é nada de grave.

Se tivesse a frescura de outros anos, até podia estar a sonhar ali com o tempo que podia perder para os melhores, para depois recuperar no contrarrelógio… mas elas [pernas] já não ajudam como antigamente, mas pode ser que tenha um rasgo de inspiração.

O prólogo correu muito melhor do que imaginei, estive perto dos melhores. Nunca se sabe. Tenho o meu plano para a Volta, a ver se o consigo fazer. Se conseguir, acho que o público vai ficar satisfeito como eu vou ficar.

[É ganhar uma etapa?] Claro! Não sei se as pernas vão ajudar ou não, mas tenho de tentar. É a última Volta que eu tenho, é a última oportunidade que tenho para levantar os braços na nossa Volta”.

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Gustavo Veloso (diretor desportivo da Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados): “Não sei o que te dizer. Esta é a primeira [vitória] como treinador na Volta a Portugal e acho que me sabe ainda melhor do que quando era ciclista. Quando estou em cima da bicicleta, dependo de mim, mas agora aconselho a fazer as coisas de uma maneira, dizer o momento certo para lançar o ‘sprint’, o melhor momento para passar para a frente… Tento escolher a melhor tática para os atletas que tenho e eles depois são uns heróis. A sensação que estou a ter é incrível. Isto é um espetáculo.

Para mim o Matias… passou a profissional sendo colega meu. Acompanho a trajetória dele desde sempre. Acima de ser meu atleta é meu amigo. Leva o ano todo a trabalhar, a dar vitórias ao Liangel e ele não estava a conseguir um resultado e acabou por conseguir na melhor corrida do ano”.

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Hoje, os candidatos à vitória final vão ter o primeiro grande teste, com a chegada à Torre (Covilhã), na Serra da Estrela, com a meta a coincidir com uma contagem de categoria especial, 159 quilómetros após a partida da Sertã.

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