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João Almeida (UAE Emirates) pedalava para um quase certo triunfo na classificação da juventude do Giro d’Italia, em que perseguia o pódio da geral, quando a covid-19 o ‘apanhou’ antes da 18.ª etapa.

JOÃO ALMEIDA PERSEGUIA O PÓDIO E TINHA MAGLIA BIANCA“O português, que teve sintomas de gripe durante a noite, testou positivo à covid-19”, informou hoje a equipa dos Emirados Árabes Unidos, em comunicado, antes da partida para a 18.ª etapa, 156 quilómetros entre Borgo Valsugana e Treviso.

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O corredor de 23 anos, que liderava a classificação da juventude, estava na quarta posição da geral, a 1.54 minutos do camisola rosa, o equatoriano Richard Carapaz (INEOS), e a 49 segundos do terceiro classificado, o espanhol Mikel Landa (Bahrain Victorious).

JOÃO ALMEIDA PERSEGUIA O PÓDIO E TINHA MAGLIA BIANCAAlmeida junta-se, de resto, a um rol de desistências que inclui outros ‘nomes pesados’ do pelotão da 105.ª edição, como o neerlandês Tom Dumoulin (Jumbo-Visma), o britânico Simon Yates (BikeExchange-Jayco), que venceu duas etapas mas ficou cedo distanciado da luta pela geral, o colombiano Miguel Ángel López (Astana), além do francês Romain Bardet (DSM), que era também quarto quando desistiu.

No primeiro ano na UAE Emirates, liderava um ‘oito’ que incluía dois compatriotas, Rui Costa e Rui Oliveira, em busca do pódio final da corrida, em que já tinha ‘brilhado’ nas duas primeiras participações, ambas com a Deceuninck-QuickStep.

JOÃO ALMEIDA PERSEGUIA O PÓDIO E TINHA MAGLIA BIANCANo primeiro ano, em estreia no pelotão WorldTour, surpreendeu ao ser quarto classificado final, mas sobretudo pela forma como andou 15 dias vestido com a camisola rosa, cedendo-a apenas nos últimos dias, com o britânico Tao Geoghegan Hart (INEOS) a conseguir a vitória à frente do australiano Jai Hindley, outro regressado em 2022, agora ao serviço da BORA-hansgrohe, que está em segundo a três segundos de Carapaz.

Em 2021, uma ‘polémica’ em torno da liderança da equipa belga, que começou por apostar em Remco Evenepoel após o ciclista das Caldas da Rainha perder tempo, não o impediu de bons resultados.

JOÃO ALMEIDA PERSEGUIA O PÓDIO E TINHA MAGLIA BIANCAQuase venceu uma etapa, em que foi segundo, e uma recuperação na última semana levou-o ao sexto posto final, numa temporada de despedida da equipa que ainda teve vitórias, as primeiras, na Volta a Polónia e na Volta ao Luxemburgo.

Campeão nacional de contrarrelógio em 2021, na UAE Emirates foi acumulando bons resultados a caminho da ‘corsa rosa’, vencendo uma etapa na Volta à Catalunha, que acabou em terceiro, e outros ‘top 10’.

Aqui chegado, entrou nos primeiros 10 da geral à quarta etapa, na chegada ao Monte Etna onde, em 2020, tinha capturado a ‘maglia rosa’ pela primeira vez, e chegou ao pódio ao nono dia, no Blockhaus.

JOÃO ALMEIDA PERSEGUIA O PÓDIO E TINHA MAGLIA BIANCAAcabou por sair na quarta-feira, ao perder tempo na chegada a Lavarone, após dias de prestações de sofrimento e determinação, em que se tornou viral a imagem do ciclista luso a perseguir os três primeiros, Carapaz, Hindley e Landa, que o distanciaram por saberem que Almeida seria superior no contrarrelógio de domingo, que encerra a corrida.

Se no Blockhaus a perseguição deu frutos e chegou junto dos principais adversários, na chegada a Turim perdeu tempo para os dois primeiros, ganhando a Landa, e nas 16.ª e 17.ª etapas ficou consumada a queda do ‘top 3’, a que ainda aspirava regressar.

Numa tabela de resultados portugueses em grandes Voltas, encaminhava-se para igualar José Azevedo, com o terceiro ‘top 10’ final, ainda longe das 11 da ‘lenda’ Joaquim Agostinho.

Além disso, liderava a classificação da juventude com muitos minutos de ‘sobra’, um triunfo que se adivinhava cada vez mais a caminho de Verona, podendo dar uma rara vitória em classificações secundárias para Portugal.

JOÃO ALMEIDA PERSEGUIA O PÓDIO E TINHA MAGLIA BIANCAO último também foi no Giro, na edição de 2020 em que Almeida se mostrou, mas por Rúben Guerreiro (EF Education-Easy Post), que venceu a nona etapa e conquistou a classificação da montanha.

A covid-19, de que sentiu sintomas na quarta-feira à noite, segundo a equipa, deixa-o agora arredado de disputar a reentrada no pódio desta edição ou, pelo menos, confirmar o que já tinha conquistado na estrada, sem se saber o impacto que a doença pode ter tido na prestação dos últimos dias.

Resta saber qual serão os próximos objetivos de João Almeida, que no início da época tinha como planos correr também a Volta a Espanha, última das três grandes corridas do calendário.

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