O belga Greg Van Avermaet (CCC) venceu hoje a Volta a Flandres virtual, e quer vencer na estrada a Volta a Flandres, caso se realize no outono, que foi adiada devido à pandemia de covid-19.

“Espero que a verdadeira Volta a Flandes possa realizar-se no outono e que eu possa vencê-la”, afirmou o campeão olímpico de estrada, que alinha na equipa polaca CCC, formação que já anunciou cortes significativos nos contratos devido às dificuldades financeiras do patrocinador, devido ao novo coronavírus.

Van Avermaet impôs-se hoje na Volta a Flandres virtual, que levou 13 corredores a percorrerem 30,1 quilómetros dos 266 do percurso da corrida real, Oliver Naesen (Ag2r La Mondiale) terminou em segundo atrás do piloto da CCC, com Nicolas Roche (Sunweb) em terceiro.

“A minha filha [que por vezes aparecia nas imagens do corredore], que não percebeu porque estava o pai a competir em casa, está muito feliz por mim”, afirmou, animado, Van Avermaet, admitindo que “apesar da frustração de não haver público, esta foi uma boa ideia”.

A prova de hoje foi transmitida na televisão, através de um ecrã dividido, de um lado os corredores em pleno esforço, em casa, e, à direita, a corrida virtual, em modo de jogo.

Em 17 de março, a organização da clássica anunciou que a Volta a Flandres iria ser cancelada “na data prevista” devido às medidas anunciadas pelo Governo belga para lutar contra a disseminação da covid-19.

Num dia ‘negro’ para o pelotão, a Volta a Flandres juntou-se ao Paris-Roubaix (12 de abril), organizado desde 1896 e interrompido apenas devido às duas guerras mundiais, e à Liège-Bastogne-Liège (26 de abril) na lista de ‘monumentos’ retirados do calendário velocipédico.

Com o cancelamento da Milão-San Remo, inicialmente prevista para 21 de março, e a anulação de Volta a Flandres, Paris-Roubaix e Liège-Bastogne-Liège, há quatro dos cinco ‘monumentos’ à procura de uma nova data para se realizar ainda esta temporada – a Volta à Lombardia, agendada para 10 de outubro, não está para já ameaçada.

Esta semana, a UCI estendeu a suspensão das provas até 01 de junho e revelou que dará prioridade às Grandes Voltas (Giro, Tour e Vuelta) e aos ‘monumentos’ na remarcação do calendário velocipédico, quando o pelotão voltar à atividade.

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