Giro: Yates vence isolado e reforça liderança antes do decisivo contrarrelógio

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O ciclista britânico Simon Yates (Mitchelton) venceu hoje isolado a 15.ª etapa da Volta a Itália, reforçando a sua liderança na véspera de um contrarrelógio que pode ser decisivo para o ‘Giro’.

Yates aventurou-se em solitário na última contagem de montanha da tirada de 175 quilómetros, entre Tomezzo e Sappada, para se impor em 4:37.56 horas, com 41 segundos de avanço para o grupo perseguidor, no qual vinha o holandês Tom Dumoulin (Sunweb), vencedor em 2017 e o seu mais direto perseguidor, agora a 2.11 minutos.

“É uma boa vantagem, mas o Tom pode recuperar dois minutos no contrarrelógio. Desde Israel que estou a lutar para conquistar uma boa vantagem e agora tenho-a, mas pode desvanecer-se nos 35 quilómetros (de terça-feira). Veremos…”, disse Yates.

O outro especialista no contrarrelógio, o também britânico Chris Froome (Sky), que tinha vencido no sábado, numa das etapas mais duras, foi apenas 17.º, a 1.32, e deve ter ‘enterrado’ de vez, nas Dolomitas, a esperança de vencer.

“Jack Haig imprimiu um forte ritmo e o George Bennet atacou. Foi muito duro fazê-lo na base da montanha, mas sentia-me bem e escolhi o meu momento. Eles responderam da primeira vez, mas voltei a tentar e fui embora sozinho. É fantástico. Dei tudo”, contou Simon Yates, resumindo a fase decisiva da jornada, na qual fez em solitário os últimos 17 quilómetros.

O quinteto perseguidor foi encabeçado pelo colombiano Miguel Angel Lopez (Astana) e incluía ainda o italiano Domenico Pozzovivo (Bahrain), o equatoriano Richard Carapaz (Movistar) e o francês Thibaut Pinot (Groupama), os cinco mais diretos perseguidores de Yates.

O britânico tem então 2.11 de avanço para Dumoulin, 2.28 para Pozzovivo, 2.37 para Pinot, 4.27 para Lopez, 4.47 para Carapaz e 4.52 para Froome, que caiu duas posições para sétimo.

O português José Gonçalves (Katusha) foi 21.º, a 4.13 do vencedor da tirada, subindo duas posições na geral, para 20.º, a 15.20 do líder.

Na segunda-feira, os ciclistas contam com o último dia de descanso, sendo que na terça-feira decorre o contrarrelógio de 34,2 quilómetros entre Trento e Rovereto, que poderá ser decisivo para a competição que termina domingo em Roma.

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