David Rosa 23.º nos Jogos Olímpicos de Londres 2012

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“O tetracampeão nacional de cross country (XCO), David Rosa, superou hoje as melhores expectativas na estreia do BTT luso nos Jogos Olímpicos, terminando a corrida no 23.º posto, a 4m43s do checo Jaroslav Kulhavy, vencedor da prova. 

O corredor português entrou muito forte na pista londrina, rapidamente conquistando um lugar entre os 20 primeiros. No entanto, uma queda logo na primeira volta atirou David Rosa para próximo do trigésimo lugar. Apesar disso, o natural de Fátima rapidamente recuperou e foi conquistando lugares, terminando na 23.ª posição, muito à frente das melhores expectativas, que apontavam para um lugar entre o 30.º e o 35.º lugar. 

“Correu bem melhor do que esperava, apesar da queda. Com o nervosismo da primeira volta, sentindo-me pressionado por um corredor, tentando não perder posições, arrisquei demasiado e acabei por dar um mortal por cima das pedras. Fiquei um bocado abananado, mas recompus-me na subida seguinte e fui recuperando posições. Na última volta quebrei um pouco, mas o resultado é muito bom, até porque o ritmo foi sempre alucinante”, afirmou David Rosa, no final da competição. 

“O 23.º lugar é muito bom, mas, vendo como decorreu a prova, fica um certo amargo de boca, porque se não fosse a queda é bem possível que o David Rosa tivesse conseguido um top 20. Este resultado é fruto da corrida espectacular do David, mas também do trabalho de todo o grupo, tanto na preparação antecipada desta participação como aqui em Londres, ao longo da última semana”, salienta o seleccionador nacional, Pedro Vigário. 

A luta pela medalha de ouro resumiu-se a três corredores, que se destacaram dos demais logo na volta inicial. O checo Jaroslav Kulhavy foi o mais forte, num duelo apertado com o suíço Nino Schurter, que assumiu as despesas da corrida durante grande parte da prova. O italiano Marco Aurélio Fontana, vítima de um percalço mecânico já perto do final, perdeu o contacto com o duo da frente, tendo de contentar-se com a medalha de bronze.”
Texto retirado de Federação Portuguesa de Ciclismo (http://www.uvp-fpc.pt)

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