Um total de 99 credores reclamam 14,2 milhões de euros à Órbita, segundo a lista provisória de créditos entregue no Tribunal de Aveiro, na sequência do Processo Especial de Revitalização (PER) apresentado pela empresa de bicicletas de Águeda.

Credores reclamam 14,2 milhões de euros à ÓrbitaDe acordo com a lista, a que a agência Lusa teve hoje acesso, a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) surge como o principal credor da empresa, reclamando cerca de 6,8 milhões de euros, entre juros e capital.

Nas notas explicativas do documento, o administrador judicial provisório, António Loureiro, refere que este crédito teve a sua origem no contrato de aquisição, implementação e operação do sistema de bicicletas públicas partilhadas na cidade de Lisboa, que a empresa não cumpriu.

O valor em dívida à EMEL inclui 4,6 milhões de euros de penalidades contratuais, 1,8 milhões de euros relativo ao adiantamento de pagamentos não efetuados referente a equipamentos não entregues, 237 mil euros com a aquisição de baterias cujo compromisso de pagamento foi assumido pela devedora e 136 mil euros de juros de mora.

A empresa de bicicletas deve ainda quase 5,9 milhões de euros à banca, surgindo à cabeça o Santander e o BNI Europa, com três e dois milhões de euros de dívidas, respetivamente.

Credores reclamam 14,2 milhões de euros à ÓrbitaEntre os credores encontram-se ainda a Autoridade Tributária, com quase 50 mil euros, a Segurança Social, com 11 mil euros, e a Miralago, dona da Órbita, com uma dívida de 170 mil euros.

A Órbita avançou em junho com o PER no Tribunal de Aveiro para tentar negociar e reestruturar a sua dívida junto dos credores.

A decisão foi tomada cerca de dois meses depois de a EMEL ter rescindido o contrato para o fornecimento de bicicletas de uso livre, por incapacidade para prestar o serviço contratualizado.

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