Ciclismo de qualidade e paisagens de cortar a respiração animam programação do Eurosport na próxima semana

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©Getty Images

O Eurosport orgulha-se de ser a Casa do Ciclismo e na próxima semana emite a Volta aos Alpes e a Volta a Croácia, bem como as Clássicas das Ardenas, corridas que para além de grande emoção, revelam aos fãs da modalidade paisagens de enorme beleza. O Eurosport dedica mais de 200 dias da sua programação a eventos ciclísticos entre os quais se incluem as três Grandes Voltas – Giro d’Italia, Tour de France e Vuelta a España –  os cinco Monumentos – Milão – SanRemo, Volta à Flandres, Paris – Roubaix, Liège-Bastogne-Liège e Volta à Lombardia, bem como os Campeonatos do Mundo de Estrada.

Volta aos Alpes – 16 a 20 de abril

Após 40 anos de história, o Giro del Trentino surgiu em 2017 com uma nova imagem, maior número de etapas e um novo nome: Volta aos Alpes. Realizada na região do norte de Itália Trentino Alto Adige-Südtirol, esta competição de cinco dias inclui passagens também pela Áustria. Serve essencialmente de preparação para a primeira Grande Volta da temporada, uma vez que termina poucos dias antes do começo do Giro d’Italia. Ciclistas como Francesco Moser, Gilberto Simoni, Paolo Savoldelli ou Damiano Cunego triunfaram no Giro del Trentino e na Volta a Itália no mesmo ano.

Nos últimos anos, os ciclistas da Ski têm dominado com triunfos de Richie Porte (2015), Mikel Landa (2016) e Geraint Thomas (2017).

A 42.ª edição da Volta aos Alpes arranca em Arco, em Itália, e termina em Innsbruck, capital do Tirol, na Áustria.

Volta à Croácia – 17 a 22 de abril

A Volta à Croácia é uma corrida de estrada por etapas que se realiza desde 1994. Apesar de inicialmente ser para amadores, a competição criada pelo antigo ciclista, Vladimir Miholjevic, tinha a ambição de crescer. No entanto, nem tudo decorreu como previsto, registando-se um vazio entre 2002 e 2007, sendo 2003 uma exceção, pois realizou-se uma prova de juniores, ganha por Grega Bole. Em 2007, a Volta à Croácia regressou à estrada, como parte integrante do Circuito Europeu da UCI, tendo sido ganha por Radoslav Rogina. Mas os problemas voltariam, registando-se um outro período sem competição, entre 2008 e 2014.

Atualmente, esta competição é vista como uma boa oportunidade para treinar para o Giro d’Italia. O polaco Maciej Paterski venceu a edição de 2015 enquanto o croata Matija Kvasina ganhou a de 2016. No ano passado, o italiano Vincenzo Nibali escreveu o seu nome na lista de vencedores da Volta à Croácia envergando a camisola vermelha de líder de classificação geral até ao final.

Clássicas das Ardenas

Chegou a altura das Clássicas das Ardenas, um conjunto de três corridas de de grande prestígio e história, disputadas anualmente no mês de abril nas regiões das Ardenas, na Bélgica, e Limburgo, na Holanda. Começam sempre com a Amstel Gold Race, na Holanda. Seguem-se as corridas belgas La Flèche Wallonne e Liège-Bastogne-Liège.

Em 2004, o italiano David Rebellin conseguiu a tripla inédita. Um feito igualado apenas em 2011 pelo belga Philippe Gilbert. No passado, outros ciclistas como Danilo Di Luca, Michele Bartoli, Eddy Merckx e Bernard Hinault já tinham obtido vitórias nas três provas, mas em anos diferentes. Merckx continua a ser o ciclista com maior número de vitórias nas Clássicas das Ardenas, num total de 10.

Amstel Gold Race – 15 de abril

É a primeira das “Clássicas das Ardenas” e a mais recente das três, tendo-se estreado em 1966. A Amstel Gold Race nasceu a partir da vontade dos organizadores terem uma prova que competisse com os “Monumentos” de Itália e da Flandres. A referência Amstel Gold, que dá o nome à prova, está relacionada com a marca de cerveja que patrocina o evento.

O pelotão cumpre várias voltas num circuito em Limburgo, sendo a partida dada em Maastricht. A chegada acontece cerca de 260 km depois em Valkenburg. O “empedrado” dá lugar a uma série de subidas, num total de 34. Cauberg, uma rampa de 1200m com um grau de inclinação máximo de 12%, em Valkenburg aan de Geul, é o principal ponto de atração e marca o final da prova. O percurso tem muitas lombas, rails, ilhas, obstáculos esses que podem gerar quedas graves e tem gerado muitas críticas.

Com cinco triunfos, o holandês Jan Raas detém o recorde de vitórias na Amstel Gold Race (1977, 1978, 1979, 1980 e 1982). Em 2017, o belga Philippe Gilbert triunfou pela quarta vez na carreira e tem a possibilidade de igualar o feito de Raas caso volte a ganhar a Amstel Gold Race.

La Flèche Wallonne – 18 de abril

A segunda das “Clássicas das Ardenas” tem mais história que a Amstel Gold Race, tendo a primeira edição sido realizada em 1936. A corrida acontece na região da Valónia, na Bélgica. O percurso tem variado ao longo da história, passando por cidades como Tournai, Liège, Mons, Charleroi, Verviers, Spa ou Huy.

A 82.ª edição da Flèche Wallone parte de Seraing e, após 198,5 km, termina em Huy. Antes da meta, os ciclistas terão de cumprir várias voltas a um circuito nos arredores da cidade, terminando com a duríssima subida ao Mur de Huy. Também conhecida como o Caminho das Capelas, trata-se uma rampa de 1300m com uma inclinação média de 9.3%, chegando a ter 26% na sua zona de máxima dificuldade.

O espanhol Alejandro Valverde venceu a Flèche Wallone em cinco ocasiões, as últimas quatro de forma consecutiva, e é o recordista da prova belga.

O calendário das Clássicas das Ardenas termina a 22 de abril com a Liège-Bastogne-Liège que terá igualmente transmissão no Eurosport.

Consulte a programação do Eurosport em www.eurosport.pt.

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