Bicicletize-se!

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Faça da sua bicicleta um bem de primeira necessidade

Sabia que adotar a bicicleta como meio de transporte em alguns dos percursos que geralmente realiza de carro é uma forma de reduzir os seus gastos mensais, contribuir para uma melhor qualidade do ar e promover a sua saúde? Bem feitas as contas, uma pessoa que realize 5km de bicicleta em cinco dias da semana, acumula 1300km no final do ano e terá despendido cerca de 35.000kcal!!!

Ritual: Aproveite pequenos percursos – como ir comprar pão, ir ao multibanco ou visitar um familiar próximo – para realizar um passeio de bicicleta, aumentando mais um pouco o seu nível de actividade física. E se os dias úteis nem sempre o permitem, explore as oportunidades que muito provavelmente surgirão ao fim-de-semana e aventure-se por exemplo com um passeio no parque/serra!

É do conhecimento geral que a prática regular de actividades físicas que mobilizem os principais grupos musculares – como por exemplo a marcha rápida/corrida, a natação e o ciclismo – nos concede benefícios nas mais diversas dimensões da nossa saúde. Protege-nos contra as doenças cardiovasculares, a diabetes, a obesidade e vários tipos de cancro, melhora a nossa força e equilíbrio, favorece a manutenção de uma boa postura corporal, ajuda a regular o apetite e promove o nosso bem-estar mental, entre outros. Mas apesar deste vasto conjunto de vantagens, o sedentarismo é ainda uma realidade muito presente. Ou porque o trabalho “teima” em acabar tarde, ou porque alguém tem de levar os filhos à escola, ou porque… Tudo parecem ser barreiras à adoção de um estilo de vida ativo. 

E que tal se adotar a bicicleta como seu fiel companheiro e superar mais esta barreira?

Andar de bicicleta – quer seja como meio de transporte quer como atividade de lazer – é (mais) uma ótima oportunidade para aumentar o nível de actividade física de uma forma divertida, fácil e acessível para a maioria das pessoas. E já pensou que esta é uma prática habitual em muitos dos países nórdicos, onde as temperaturas são geralmente menos agradáveis que no nosso país?…

Se entende não ter condições para “pedalar” nas suas deslocações habituais (ou porque o tráfego é intenso, ou porque as distâncias não o permitem) porque não aproveitar o fim-de-semana para desfrutar da Natureza e compensar algum sedentarismo semanal? Ou então recorrer a uma bicicleta ergométrica para gastar mais algumas calorias em sua casa? Para além de poder comprar um destes aparelhos para sua casa, tenha também presente que na maioria dos ginásios e Health Clubs já são lecionadas aulas de grupo (p.ex. Indoor Cycling ou RPM) nestas bicicletas estáticas, onde é simulada a atmosfera do ciclismo de rua ao longo de aproximadamente 45-50 minutos. Para além da motivação extra proporcionada neste ambiente de grupo, poderá regular a intensidade do esforço de acordo com a sua condição física e objectivo pessoal. As opções são muitas! Experimente e escolha aquela que mais gosta e melhor se enquadra no seu quotidiano!

A considerar:

– Se comprou uma bicicleta pela primeira vez (e/ou não tem contacto com esta prática há muito tempo) e está ansioso por descobrir a beleza que as nossas serras (e planícies!) escondem, saiba que há algumas coisas que deve aprender antes de maiores aventuras. Saber como trocar um pneu (levar sempre chaves, remendos, bomba de ar e uma câmara de ar suplente) e aprender a colocar a corrente na cremalheira sempre que esta sair do local são tarefas simples mas suficientes para estragarem um passeio quando não dominadas.

– Ajuste a altura do seu selim à sua estatura. A forma mais prática de o conseguir é assegurar que quando se coloca em pé ao lado da bicicleta, o osso mais saliente da sua anca (crista ilíaca) está sensivelmente à altura do selim. Depois, basta confirmar que a perna não realiza a extensão máxima no decorrer do ciclo de pedalagem.

– Equipe-se a rigor sempre que pretenda realizar percursos/trilhos de longa distância/duração. O uso de capacete, óculos protectores (não só para proteger dos raios solares mas também para evitar insectos e poeiras indesejáveis), luvas (importantes para proteger as mãos em trilhos com vegetação densa, em caso de queda e também para evitar as desagradáveis “bolhas de água”), calções acolchoados, camisola de fibras sintéticas e de cores vivas (para aumentar a visibilidade de outros ciclistas/motoristas) e calçado apropriado são alguns dos acessórios que não deve dispensar. Leve também uma garrafa de água e pondere fazer-se acompanhar pelo protector solar e pelo kit de primeiros-socorros.

– Troque o seu meio de transporte normal (mota, carro, transportes públicos, …) pela bicicleta em pelo menos um dos dias úteis, aproveitando também o fim-de-semana para um passeio mais prolongado. Verá que mesmo com algum cansa
ço acumulado, o prazer, bem-estar e outros benefícios que retira desta atividade são por demais compensadores.

– Sempre que viajar para locais desconhecidos, informe-se no posto de turismo mais próximo sobre a possibilidade de alugar uma bicicleta (ou várias, se acompanhado pela família/amigos) e sobre os melhores locais para a prática de ciclismo e BTT. Quem sabe não visita locais maravilhosos, pouco acessíveis em outros meios de transporte e que nem suspeitava existirem?!

– Mantenha sempre a sua bicicleta em ótimo estado de manutenção. A lavagem da bicicleta após cada utilização (especialmente após a realização de percursos em terra batida/lama), a verificação da pressão de ar nos pneus (tenha atenção que poderá ser ajustável consoante o tipo de percurso escolhido: pedras vs areia vs estrada), a lubrificação da corrente após a lavagem (preferencialmente com óleo próprio para o efeito) e a realização de uma revisão anual são os principais cuidados a ter.

– Evite realizar novos trilhos/percursos em locais isolados sempre que se encontrar sozinho (mesmo que se faça acompanhar por um telemóvel). A opção por realizar percursos desconhecidos (e também conhecidos) com um grupo de amigos é geralmente mais segura e agradável.

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