Dura e empedrada, a subida para cidade mais alta de Portugal, a Guarda, revelou um vencedor italiano.

Foto PODIUM / Paulo Maria

A faltarem dois quilómetros, Marco Tizza sacudiu o que restava da concorrência que o acompanhou durante uma longa fuga em boa parte da 5ª etapa e partiu sozinho à procura da meta no centro da cidade.

Depois do triunfo em Leiria este foi o segundo sucesso da equipa Amore & Vita na 81ª Volta a Portugal Santander.

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Alejandro Marques (Sporting-Tavira) foi segundo classificado a 11 segundos e o terceiro já terminou a 23 segundos.

O Camisola Amarela Gustavo Veloso foi décimo, perdeu 1m e 46s mas as diferenças para os principais rivais foram pouco significativas, pelo que o azul e branco da W52-FC Porto continua a brilhar em tons de liderança.

Corrida começou acelerada em Oliveira do Hospital

A 5ª etapa da Volta, com 158 quilómetros e que antecedeu o Dia de Descanso na Guarda, partiu muito animada. Várias tentativas de fuga logo à saída de Oliveira do Hospital despertaram o ritmo da corrida que, na primeira hora, rolou à média de 45 Km/h. Estava difícil concretizar-se uma fuga mas acabou por acontecer depois da primeira Meta Volante, em Nelas, quando oito homens se destacaram.

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Antes, a passagem por Canas de Senhorim – Prémio de Montanha de 4ª categoria – revelou o virtual líder dos trepadores. David Ribeiro (LA Alumínios-LA Sport) somou dois pontos e passou a liderar a classificação da Camisola Azul Liberty Seguros.

Com a aproximação à Guarda, o grupo da frente já estava totalmente fragmentando restando Marque e Tizza nos derradeiros quilómetros. No duelo entre espanhol e italiano destacou-se a sapatada mais enérgica de Marco Tizza.

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A chegada à Guarda ditou o fim da primeira metade da Volta 2019. Gustavo Veloso enverga a Camisola Amarela Santander com vantagem de 15 segundos sobre o companheiro de equipa João Rodrigues e 22 sobre Vicente Garcia de Mateos (Aviludo-Louletano).

O corredor galego é também o líder do Prémio Combinado Kia que soma as classificações da geral individual por tempos, por pontos e da Montanha.

A Camisola Verde Rubis Gás, liderança por pontos, pertence a Daniel Mestre (W52-FC Porto) e o melhor jovem em prova é Emanuel Duarte (LA Alumínios-LA Sport) que veste a Camisola Branca Jogos Santa Casa.

Declarações após a quinta etapa da 81.ª Volta a Portugal:

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Marco Tizza, Ita, Amore & Vita (vencedor da etapa): “É uma vitória muito importante. Aqui os corredores são muito fortes. Estivemos muito bem, numa fuga ótima. Ganhámos duas etapas com ciclistas diferentes. Tenho estado bem, e vamos voltar a tentar noutro dia. (Sobre a chegada) Estava morto. Um esforço muito intenso e estava acabado”.

Alejandro Marque, Esp, Sporting-Tavira (segundo na etapa): “Não foi o mais forte, foi o mais inteligente. Aproveitou aquela parte. Quero agradecer o trabalho do David Livramento, puxou como um campeão a subida inteira”.

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Gustavo Veloso, Esp, W52-FC Porto (líder da classificação geral): ” Mais um dia de amarelo e menos um dia que falta para o fim. Agora é descansar, todos merecemos. Nesta Volta, decidi, até antes de vir, que ia desfrutar de cada dia, é o que estou a fazer. Se está no meu destino ganhar a terceira Volta, ganharei, se não estiver, é porque há alguém mais forte. Espero que se não for eu, que seja alguém da minha equipa.

(Sobre a segunda metade) É igual à primeira. Muito dura, com muita luta, e há que pensar só no dia de descanso e na sexta etapa. As diferenças podem fazer-se em qualquer dia. Temos as etapas todas nas pernas, e às vezes a etapa da Torre não mata no dia mas mata depois”.

João Rodrigues (segundo da geral e 11.º na etapa): “Esta é uma chegada muito complicada, com o paralelo. Para atletas com pouco peso como eu é difícil, a bicicleta salta bastante. A 200 metros da meta, saltou-me um andamento, ainda tentei corrigir. Custou-me voltar a arrancar e perdi uns segundos. Vamos tentar continuar com o bom desempenho e tentar melhorar”.

Vicente García de Mateos, Esp, Aviludo-Louletano (terceiro da geral e 12.º na etapa): “Estamos a muito poucos segundos e a luta continua. Vai ontinuar até domingo com o contrarrelógio, será uma Volta muito dura. Há três anos que luto pela vitória, e vamos continuar a dar guerra até ao final, até conseguir a vitória”.

Jóni Brandão, Por, Efapel (quarto na geral e nono na etapa): “Olhei para trás e vi um pequeno corte. Quisemos hoje trazer a corrida ao ritmo que nos convinha a nós e depois na parte final tentámos endurecer porque sabíamos que é uma chegada que se faz dura. Existem sempre cortes e tentei fazê-los. Deixámos tudo na estrada.

A Volta está a meio e ainda há muito pela frente. Com as diferenças de tempo para os adversários, a corrida está em aberto e não é para loucuras, simplesmente temos de fazer a nossa corrida, temos o nosso bloco forte, temos a equipa inteira, e estamos na discussão”.

Na terça-feira, o pelotão da Volta cumpre o dia de descanso 81.ª edição, que vai ser retomada na quarta-feira, com os 189,2 quilómetros da sexta etapa, entre Torre de Moncorvo e Bragança.

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